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Requenguela

Vivemos numa era recheada de signos imagéticos e, ao mesmo tempo, uma ânsia terrível por justificação a todo custo. Até quando as iniciativas artísticas se dizem sem sentido, o que vemos é uma luta incessante por demonstrar um certo jeito de fazer as coisas, um conceito pomposo, um argumento interessante. Mas será que a vida tem mesmo algum sentido?



“A vida não precisa ter sentido, precisa ter vida, experiência, troca. O sentido a gente deixa para depois."

Viviane Mosé

A Requenguela é um canal da Editora Taipa que busca estimular brincadeiras linguísticas, audiovisuais, quase infantis, transformando qualquer lampejo despretensioso em arte efêmera, sempre tentando experimentar formatos poéticos na tela.


https://www.youtube.com/channel/UCVftEZ9LO3MaNjzRwI3w8ag


Deixemos o sentido das coisas para outros momentos! Venham, portanto, provocar esse fabuloso mundo das silabinhas, das imagens ligeiras, dos enredos sem cabimento. De fato, a piada pode até não ter graça, mas não é por isso que a deixaremos de contar.


"Liberdade é cavar de um buraco para o outro"

Poesias fonéticas, borbotões, balbucios, ecos e petelecos da história, concretinices, trocadilhos infames, aliterações, graforreias, etc e zumbidinhos. A Requenguela está distribuídas em séries de produções que podem receber contribuição de diversos artistas, tanto para a formatação de seus textos irreverentes, quanto para o arranjo da parte audiovisual que irá compor os pequenos adágios do canal.


da obra de Mário de Andrade

Funcionando como uma extensão de pesquisa da Editora Taipa, o selo Requenguela é destinado à criação de pequenos textos (poemas, adágios ou microcontos) que valorizem a inadequação como uma possibilidade viável de existência. No fundo, todos somos meio desajeitados e não há problema algum nisso. Investigando quebras sorrateiras de padrão, o charme da desarticulação ou a estética brega do inalcançável, a Requenguela estimula a prática poética, através de saques, simulações, chistes, subversões, escrita clandestina e até uma certa delinquência literária. O objetivo é provocar sempre um segundo olhar imprevisível para determinado texto, aparentemente sem graça, e proporcionar reflexões leves no leitor, quem sabe. Diante da ligeireza absurda do mundo, os divertimentos tornam-se arma poderosa contra a nuvem de mediocridade. Então a Requenguela encheu a bagagem de quinquilharias, pronta pra seguir viagem, tonta, mal-arrumada, mas ciente que os destinos mais fantásticos só são alcançados por caminhos tortos.


"Poder é poda, não poder é foda"



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